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domingo, 9 de junho de 2013

Saindo da zona de conforto






Aquele que está se afogando, em meio ao desespero, enlouquecido pelo medo, se agarra a qualquer coisa (que lhe dê a falsa sensação de segurança) ainda que esta, o faça afundar mais rápido. Será que o orgulho e o apego não nos tem feito afundar?

O orgulho bobo não nos permite abrir mão, pois não queremos “perder”... Mas o que é uma pequena renuncia,  diante das grandes conquistas que daí provém? Se policie e você se flagrará fazendo birra. Isso mesmo birra, tal qual menino amarelo.
A todo o momento fazemos escolhas e são elas quem determinam, em grande parte, o nosso futuro. Faça uma avaliação: esse pensamento, essa emoção, esse hábito, essa forma de me relacionar com os outros e com as adversidades, tem me feito alcançar aquilo que desejo?

Nem toda perda é uma derrota, algumas alegrias não são felicidade. É preciso sabiamente abrir mão de algumas coisas e se esmerar para fazer grandes conquistas.

Quantas vezes você tem se prendido a relacionamentos destrutivos?
Quantas vezes você tem tomado atitudes que te levam na direção contrária aos seus objetivos  e que te fazem perder de vista os seus valores? Quantas vezes você tem aceitado o inaceitável, tem se omitido e subjugado? Quantas vezes você tem se colocado na posição de vítima,  se isentando do papel de modificador de si mesmo e da própria vida.

Está na hora de largar a âncora do conformismo. Sem ela, será mais fácil se manter na superfície.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria - Marina Colasanti





A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem outra vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha pra fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.